sexta-feira, 24 de abril de 2009

Zona Portuária, beleza de cinema

Pequena África (Zózimo Bulbul), Morro da Conceição, de(Cistiana Grumbach), Solo do Samba(Álvaro Sarmiento), Associação Quilombola da Pedra do Sal (Jorge Ferreira) e Revitalização Portuária (Luiz Claudio Guilherme Dias) não esgotam, felizmente a filmografia dos bairros da Saúde, Santo Cristo, Gamboa, Morro da Providência, Morro do Pinto e Pedra Lisa que formam o cinturão-histórico da Zona Portuária.
O Largo da Prainha vire-e-mexe transforma-se em set de cinema comercial, documentários e até cidade cenográfica para gravação de comerciais. Dividida, a população convive com a movimentação do "bonde dos estrangeiros".
. Há àqueles que apóiam, porque integram o elenco ou a equipe de figuração. Há àqueles, porém, que reclamam, em função da violenta alteração da rotina da população.Geralmente filmados, no Rio e exibidos em outros países, os comerciais têm em comum a beleza arquitetônica da região. O fotógrafo Maurício Hora reproduz alguns destas pérolas da Pequena África.

filmografia - Morro da Conceição - Após cinco anos de visitas ao Morro da Conceição uma equipe de cinema filmou conversas com apenas 8 dos seus cerca de 4 mil moradores - os mais velhos, com idades que chegam a 97 anos, nascidos no morro e filhos de portugueses. Esses senhores e senhoras narram histórias de suas vidas, inevitavelmente atravessadas pelas histórias da cidade e do país. A construção desse imaginário devolve ao Rio de Janeiro um filme que trata da sua memória e do seu esquecimento. Morro da Conceição, o documentário de 2005 tem direção de Cistiana Grumbach, ex-assistente de Eduardo Coutinho.

Pedra do Sal - Localização dos mercados de escravos (casas de engorda) e toda a logística do tráfico de africanos nos séculos XVIII e XIX. A Pedra do Sal, ao pé do Morro da Conceição, funcionava como armazém de povos africanos no Rio de Janeiro.
Este marco histórico ressoa mesmo depois da chamada abolição da escravatura, em 1888. O local transformou-se em espaço sagrado, a partir de rituais afro-religiosos, batuques e rodas de Capoeira. Sambistas e chorões como Donga, João da Baiana e Pixinguinha também elegeram a Pedra do Sal para seus encontros político-musicais. Nos anos 80, Ângela, mulher de Wilson Moreira produziu vários encontros de sambistas no local. No início do ano 2000, a Associação de Moradores da Saúde reunia centenas de jovens em torno da feijoada e do grupo Panela Di Barro. A cada domingo o conjunto recriava as pérolas de João da Baiana, Donga, Pixinguinha e Sinhô. A feijoada da Pedra do Sal é estimulou a retomada do samba de terreiro de Escolas de Samba como Portela, Mangueira, Leão de Iguaçu, Império Serrano, Salgueiro, Estácio. O tombamento da Pedra do Sal data de 20 de novembro de 1984. Anterior ao Morro da Conceição, o Sal do Samba virou filme, em 2001.
Pedra fundamental da Pequena África do início do século XX; espaço sagrado; lugar de oferendas, festas e batuques; posto de observação; “local de ensaio e ponto de encontro, de pastoris, que viraram ranchos, que viraram escolas de samba”; essas e outras qualificações indicam e registram o caráter agregador da Pedra. Em torno dela a comunidade do Morro da Conceição se reúne se envolve e se identifica. ( Mario Chagas, museólogo).
A Pequena África abrange toda a Zona Portuária toda a Zona Portuária. Mais um exemplo de filme sobre a região. Pequena África de Zózimo Bulbul.Em 15 minutos, o documentário retrata um Rio de Janeiro de 1910, a capital do país, cujo bairro de escravos alforriados é o centro da cultura afro-brasileira. O filme investiga as influências desta pequena África.

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