Desde das 21 horas do dia 12 de setembro de 1936, um veículo de comunicação dita moda, lança cantores, atores e grandes apresentadores. Trata-se da Rádio Nacional, há 70 anos, falando direto do 21º andar do edifício “A Noite” – Praça Mauá, 7, Zona Portuária do Rio de Janeiro.
Na inauguração, os acordes de Luar do Sertão (Catulo da Paixão Cearense e João Pernambuco), em solo de vibrafone de Luciano Perrone, gravaram na memória dos brasileiros este acontecimento histórico.
“Alô! Alô! Brasil. Aqui, fala a Rádio Nacional do Rio de Janeiro!”. A grandiosa chamada do locutor Celso Guimarães, por sua vez, inaugurava, naquele sábado, a trilha de sucessos do mais bem sucedido empreendimento
radiofônico do País.
Ex-Rádio Philips, a emissora foi comprada por 50 contos de réis. O negócio rendeu (às diferentes administrações) liderança absoluta por quase 30 anos.
O golpe de 1964 e o advento da televisão foram os principais responsáveis pelo declínio da estação também conhecida como PRE-8.
Agora aos 70 anos, depois de uma recauchutagem (três anos e três meses de obras), que custou aos cofres da Petrobrás cerca de 2 milhões e 400 mil reais, o 21º andar do velho espigão volta a reverberar no dial.
Afinal, os programas “Época de Ouro”, “Samba.Doc” e o infantil “Rádio Maluca” começam a ganhar o gosto popular. E tem mais boa notícia: segundo Cristiano Menezes, Coordenador Musical e Cultural, a Nacional pulou da 13ª posição (2003) paro 5º lugar, em 2006. Além de Cristiano Menezes, agradecem a audiência dos senhores ouvintes, a nova Coordenadora de Jornalismo, Edna Dantas e o novo Diretor Comercial, José Alberto da Fonseca.
Ex-Diretor Geral e autor do projeto de revitalização da Nacional, Cristiano Menezes não encontra motivos, no entanto,para elogiar o papel que a Radiobrás reserva à emissora carioca.
- A Radiobrás tem sob seu controle a Nacional-Rio, a TV Brasília, a Agência Brasil-RJ e Agência Brasil-SP. Nossa Rádio Nacional tem um importância inestimável. A história da rádio tem de ser levada em consideração. Alguns tecnocratas indiferentes à história da Nacional querem fazer da emissora uma espécie de agência oficial. Ora, para isso, já temos as agências Brasil do Rio e de São Paulo.
- A crítica vem acompanhada dos princípios que nortearam o projeto de revitalização da antiga PRE-8: “1) respeito a sua história, 2) singularidade, 3) identidade 4)música, 5) esportes e 6)notícia”.
- O novo organograma e pulverização do comando respigaram na programação esportiva. “Uma transmissão esportiva não é um mero entretenimento”, argumenta. “Porque esporte é inclusão social, é sociabilidade, é pulsação e rádio é pulsação”- contra-ataca.
- Para ele, a diminuição do esporte na grade da estação é um golpe à identidade carioca da emissora. O acervo da empresa, por exemplo, reúne 800 mil documentos. Entre os quais, textos de Dias Gomes e Oduvaldo Vianna Filho. Textos estes, tais como os acetatos, fitas magnéticas e as fotografias que passaram pelo processo de digitalização, primeira fase do plano de revitalização.
- Transmissor digital de 50 kw e a recuperação do Estúdio Mario Lago e estúdios de gravação, além do auditório Radamés Gnattali são parte da retomada da Nacional. A volta dos programas de auditório, por exemplo, transformou a Rádio numa ótima opção para as pessoas que trabalham na Zona Portuária.
- Paulinho da Viola, Dona Ivone Lara, Elton Medeiros, Nelson Sargento, Pedro Amorim, Luciane Rabello, Nilze Carvalho, Beth Carvalho, Monarco, Arlindo Cruz, Luiz Carlos da Vila, entre outros, figuram na galeria de astros e estrelas da renovada Rádio Nacional.
- A segunda fase do Plano de Revitalização de Cristiano Menezes inclui a construção do Museu (terraço), instalações adequadas, climatização e restaurante.
- Localizada na Praça Mauá, o projeto de revitalização da emissora visa recolocá-la na posição de âncora da Zona Portuária.
- Menezes lembra que a onda de recuperação das Zonas Portuárias é mundial. Daí, a Rádio Nacional deflagrar o processo, em 2003.
NOVOS PROGRAMAS DE AUDITÓRIO
SAMBA.DOC – diário – 12 às 14:30
com Dorina e Rubem Confete
RÁDIO MALVADA – sábado – 11 às 12h
ÉPOCA DE OURO – sexta-feira – 12 às 14:30
ASTROS & ESTRELAS NACIONAIS
Marlene, Emilinha Borba, Orlando Silva, Chico Alves, Bob Nelson, Ângela Maria, Carmélia Alves, Luiz Gonzaga, Nelson Gonçalves, Dolores Duran, Linda Batista, Jackson do Pandeiro, Dircinha Batista e maestro Radamés Gnatalli.
MEMÓRIA
1936 – Inauguração em 12 de setembro
1940 – O Presidente Getúlio Vargas encampa a Rádio Nacional. Administrações Gilberto Andrade (1940 a 1964) e Vítor Costa (1951 a 1954).
Anos 50 – Assis Chateaubriand, dono dos Diários Associados e da TV Nacional (Brasília) pressiona o então Presidente Juscelino Kubistchek a comprar equipamento do Cais do Porto.
1964 – César de Alencar denuncia os colegas Mário Lago, Paulo Gracindo, João Saldanha e Dias Gomes
como “subversivos” aos agentes do golpe militar.
1976 - Criação da Radiobrás que absorve a Rádio Nacional. Administrações Gilberto Andrade (1940 a 1964) e Vítor Costa (1954).
1987 – O governo Sarney extingue a EBN e seus os funcionários são incorporados à Radiobrás.
PERFIL – CRISTIANO OTTONI MENEZES
Há 30 anos na profissão, Cristiano Menezes já desempenhou todas as funções em uma emissora de rádio. Ele começou como operador de áudio, passou a apresentador, repórter, programador musical, coordenador de programação até chegar a diretor geral.
Rádio Roquete Pinto (1977), Radiobrás (1978), TV Brasília, Nacional FM-Brasília, TV Itapoã de Salvador, Rádio Globo do Rio de Janeiro, Rádio JB (AM-FM), Rádio Del Rey.
Na inauguração, os acordes de Luar do Sertão (Catulo da Paixão Cearense e João Pernambuco), em solo de vibrafone de Luciano Perrone, gravaram na memória dos brasileiros este acontecimento histórico.
“Alô! Alô! Brasil. Aqui, fala a Rádio Nacional do Rio de Janeiro!”. A grandiosa chamada do locutor Celso Guimarães, por sua vez, inaugurava, naquele sábado, a trilha de sucessos do mais bem sucedido empreendimento
radiofônico do País.
Ex-Rádio Philips, a emissora foi comprada por 50 contos de réis. O negócio rendeu (às diferentes administrações) liderança absoluta por quase 30 anos.
O golpe de 1964 e o advento da televisão foram os principais responsáveis pelo declínio da estação também conhecida como PRE-8.
Agora aos 70 anos, depois de uma recauchutagem (três anos e três meses de obras), que custou aos cofres da Petrobrás cerca de 2 milhões e 400 mil reais, o 21º andar do velho espigão volta a reverberar no dial.
Afinal, os programas “Época de Ouro”, “Samba.Doc” e o infantil “Rádio Maluca” começam a ganhar o gosto popular. E tem mais boa notícia: segundo Cristiano Menezes, Coordenador Musical e Cultural, a Nacional pulou da 13ª posição (2003) paro 5º lugar, em 2006. Além de Cristiano Menezes, agradecem a audiência dos senhores ouvintes, a nova Coordenadora de Jornalismo, Edna Dantas e o novo Diretor Comercial, José Alberto da Fonseca.
Ex-Diretor Geral e autor do projeto de revitalização da Nacional, Cristiano Menezes não encontra motivos, no entanto,para elogiar o papel que a Radiobrás reserva à emissora carioca.
- A Radiobrás tem sob seu controle a Nacional-Rio, a TV Brasília, a Agência Brasil-RJ e Agência Brasil-SP. Nossa Rádio Nacional tem um importância inestimável. A história da rádio tem de ser levada em consideração. Alguns tecnocratas indiferentes à história da Nacional querem fazer da emissora uma espécie de agência oficial. Ora, para isso, já temos as agências Brasil do Rio e de São Paulo.
- A crítica vem acompanhada dos princípios que nortearam o projeto de revitalização da antiga PRE-8: “1) respeito a sua história, 2) singularidade, 3) identidade 4)música, 5) esportes e 6)notícia”.
- O novo organograma e pulverização do comando respigaram na programação esportiva. “Uma transmissão esportiva não é um mero entretenimento”, argumenta. “Porque esporte é inclusão social, é sociabilidade, é pulsação e rádio é pulsação”- contra-ataca.
- Para ele, a diminuição do esporte na grade da estação é um golpe à identidade carioca da emissora. O acervo da empresa, por exemplo, reúne 800 mil documentos. Entre os quais, textos de Dias Gomes e Oduvaldo Vianna Filho. Textos estes, tais como os acetatos, fitas magnéticas e as fotografias que passaram pelo processo de digitalização, primeira fase do plano de revitalização.
- Transmissor digital de 50 kw e a recuperação do Estúdio Mario Lago e estúdios de gravação, além do auditório Radamés Gnattali são parte da retomada da Nacional. A volta dos programas de auditório, por exemplo, transformou a Rádio numa ótima opção para as pessoas que trabalham na Zona Portuária.
- Paulinho da Viola, Dona Ivone Lara, Elton Medeiros, Nelson Sargento, Pedro Amorim, Luciane Rabello, Nilze Carvalho, Beth Carvalho, Monarco, Arlindo Cruz, Luiz Carlos da Vila, entre outros, figuram na galeria de astros e estrelas da renovada Rádio Nacional.
- A segunda fase do Plano de Revitalização de Cristiano Menezes inclui a construção do Museu (terraço), instalações adequadas, climatização e restaurante.
- Localizada na Praça Mauá, o projeto de revitalização da emissora visa recolocá-la na posição de âncora da Zona Portuária.
- Menezes lembra que a onda de recuperação das Zonas Portuárias é mundial. Daí, a Rádio Nacional deflagrar o processo, em 2003.
NOVOS PROGRAMAS DE AUDITÓRIO
SAMBA.DOC – diário – 12 às 14:30
com Dorina e Rubem Confete
RÁDIO MALVADA – sábado – 11 às 12h
ÉPOCA DE OURO – sexta-feira – 12 às 14:30
ASTROS & ESTRELAS NACIONAIS
Marlene, Emilinha Borba, Orlando Silva, Chico Alves, Bob Nelson, Ângela Maria, Carmélia Alves, Luiz Gonzaga, Nelson Gonçalves, Dolores Duran, Linda Batista, Jackson do Pandeiro, Dircinha Batista e maestro Radamés Gnatalli.
MEMÓRIA
1936 – Inauguração em 12 de setembro
1940 – O Presidente Getúlio Vargas encampa a Rádio Nacional. Administrações Gilberto Andrade (1940 a 1964) e Vítor Costa (1951 a 1954).
Anos 50 – Assis Chateaubriand, dono dos Diários Associados e da TV Nacional (Brasília) pressiona o então Presidente Juscelino Kubistchek a comprar equipamento do Cais do Porto.
1964 – César de Alencar denuncia os colegas Mário Lago, Paulo Gracindo, João Saldanha e Dias Gomes
como “subversivos” aos agentes do golpe militar.
1976 - Criação da Radiobrás que absorve a Rádio Nacional. Administrações Gilberto Andrade (1940 a 1964) e Vítor Costa (1954).
1987 – O governo Sarney extingue a EBN e seus os funcionários são incorporados à Radiobrás.
PERFIL – CRISTIANO OTTONI MENEZES
Há 30 anos na profissão, Cristiano Menezes já desempenhou todas as funções em uma emissora de rádio. Ele começou como operador de áudio, passou a apresentador, repórter, programador musical, coordenador de programação até chegar a diretor geral.
Rádio Roquete Pinto (1977), Radiobrás (1978), TV Brasília, Nacional FM-Brasília, TV Itapoã de Salvador, Rádio Globo do Rio de Janeiro, Rádio JB (AM-FM), Rádio Del Rey.
Nenhum comentário:
Postar um comentário