06/04/2013
Livro celebra os 10
anos do República do Samba
Mauro Viana
jornalista e pesquisador
Em fase de pré-produção das edições de 2013
do República do Samba, 10 anos ou Rep.Samba.10, como preferem as
dezenas de milhares de jovens, seguidores do jornalísmo-temático.
Mensais, os encontros culturais ocupam o Centro
Cultural Laurinda Santos Lobo, no aprazível bairro carioca de Santa
Teresa. O formato permanece o mesmo desde de seu nascimento, dia 7 de
maio de 2003, no Museu da República: vídeo-palestra,
jornalismo e música. A novidade, no entanto, fica por conta da
participação de um grupo de teatro.
O grupo está ensaiando um cortejo, para promover
um grande abraço ao Centro Cultural Laurinda Santos Lobo, no final
de abril. O Cortejo irá apresentar programação de 2013 e os
projetos derivados do jornalismo. Os próximos homenageados do
República do Samba, 10 anos, serão: Pixinguinha, Jorge Camunguelo,
Roberto Ribeiro, Beto Sem Braço, Jovelina Pérola Negra, Deni de
Lima, Jorge Presença, Tia Doca, Walter Alfaiate, Seu Jair do
Cavaquinho e Seu Argemiro, Darcy da Mangueira e Seu Xangô da
Mangueira.
Quanto aos novos projetos, se destacam: o
novo site, a Associação Cultural República do Samba e o
livro, República do Samba, 10 anos. O livro será
uma coletânea de centenas de entrevistas nestes 10 anos de República
do Samba. Os causos e as pérolas, claro, também serão
reproduzidos. Eis um aperitivo.
Em 2001, o grupo Família Roitman dividiu o palco
com grandes mestres do samba. Entre várias pérolas, o Família
Roitman lembrou uma passagem com Nelson Sargento.
Estavam, eles, no camarim aguardando o chamado. Do
nada, um dos jovens do Família Roitman saiu-se com essa: “Estou
cansado de esperar. Estamos, aqui, desde da parte da manhã.”
Surpreso com o cansaço do jovem, Nelson Sargento não perdeu a
piada: “E eu que estou aqui desde 1924”.
Além do livro, constam ainda grupo musical, bloco
e a versão paulista do República do Samba. A mais importante cidade
do Brasil será a nova sede do RS.10. As negociações estão bem
adiantadas.
História
Por adequação logística, em 2010, o
República do Samba se acomodou no casarão que abriga o Centro
Cultural Laurinda Santos Lobo, em Santa Teresa. Nascido no asfalto, o
República do Samba descobriu o morro somente no dia 18 de dezembro
de 2010. Centenas de pessoas foram assistir a homenagem a Xangô
daMangueira. A programação constou de debate (Sonia Ferreira,
viúva; Tânia Malheiros, intérprete e discípulo e parceiro,
Tantinho da Mangueira e a afilhada, Márcia Moura).
Depois da exibição do vídeo e do debate, a obra
de Xangô da Mangueira ressoou ladeira acima. Zé Ketty foi o
homenageado seguinte. O neto, Rodolfo Meirelles, comandou a Roda de
Samba e a emoção, em torno, da obra do avô. Fazia uma linda tarde
sol naquele a 22 de janeiro.
Depois vieram, em março, Samba das Yabás -
tributo a Clara Nunes, Jovelina Pérola Negra e Dona Ivone Lara. As
cantoras Grassa Rangel, Margarete Mendes e Tia Rosa cantaram a alma
de cada uma delas.
Exatamente no dia de São Jorge e no dia de
aniversário de Pixinguinha, 23 de abril, Dia do Choro, o Grupo
Cochichando conclamou os presentes a Acender Velas para São Jorge,
Pixinguinha e Camunguelo.
Além do audio-visual, o República do Samba tem
um pé na literatura através do projeto Roda de Leitura. Eis os
pesquisadores e escritores que já passaram pelo Roda de Leitura:
Hiram Araújo (Centro de Memória do Carnaval da Liesa), Ricardo
Cravo Albin (Instituto Cultural Cravo Albim), Haroldo Costa (Rede
Globo) e o poeta Mário Chagas. Ex-diretor do Instituto Brasileiro de
Museus (Ibram), Chagas lançou, na estréia de Roda de Leitura, em
2009, o livro Língua de Fogo.
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